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domingo, 30 de outubro de 2011

O transtorno obsessivo compulsivo“O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) tem cura? Se o doente parar de tomar remédio, as manias voltam?”

Para tratar o TOC

Por: Aristides Volpato Cordioli
Publicado em 13/10/2011 | Atualizado em 24/10/2011
Para tratar o TOC
Lavar as mãos compulsivamente é um ritual comum entre os que sofrem de TOC. Com terapia e medicamento, é possível contornar os sintomas do transtorno. (foto: André Luiz D. Takahashi/ ASCOM Prefeitura de Votuporanga – CC BY 2.0)
As causas do TOC não são bem conhecidas, logo não podemos falar em cura, pois não há garantia de que as causas serão removidas e de que os sintomas não voltarão. No entanto, é possível sim eliminar os fatores que perpetuam o TOC, e assim contornar os sintomas, por meio de terapia cognitivo-comportamental (TCC) e medicamentos.
A pessoa com TOC sofre de muitos medos: de contrair doenças, cometer falhas, ser a responsável por acidentes etc. Em razão desses medos, ela evita situações e ações que, de acordo com o que acredita, poderiam provocar tais desastres.
Querendo aliviar a tensão, o indivíduo também pratica rituais que lhe dão alívio, como, por exemplo, lavar a mão diversas vezes, fazer verificações e repetir frases. Com a terapia, o paciente aprende a enfrentar esses medos e a corrigir os mecanismos que o levam a executar rituais.
Os medicamentos também são muito importantes no tratamento e não devem ser interrompidos sem orientação médica.
Os medicamentos também são muito importantes no tratamento e não devem ser interrompidos sem orientação médica
Quando um paciente que usa apenas a medicação deixa de tomá-la, é alto o índice de recaídas. Pesquisas mostram que, em até 90% desses pacientes, ocorre um retorno dos sintomas quatro meses após a descontinuação do medicamento.
Essa recaída é maior do que a que ocorre em pacientes que também são tratados com TCC. Por isso, é recomendável utilizar os dois tratamentos em conjunto.
O mais indicado é que, mesmo depois do desaparecimento dos sintomas, o paciente continue usando o medicamento por pelo menos um ano. Passado esse período, recomenda-se uma retirada gradual. O tempo de uso do medicamento pode ser maior se ocorreram recaídas em tentativas anteriores de encerrar o tratamento.
É importante ressaltar que não há problemas em se tomar esses remédios por longos períodos, pois eles não viciam. Além disso, uma interrupção abrupta pode causar desconfortos.

Aristides Volpato CordioliDepartamento de Psiquiatria e Medicina Legal
Faculdade de Medicina
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Texto originalmente publicado na CH 286 (outubro de 2011).

Quando os microrganismos salvam vidas

Bactérias, fungos e protozoários são vistos em geral como vilões. Muitos desses pequenos seres, porém, realizam serviços importantes para os humanos e vêm sendo usados na produção de medicamentos. Artigo da CH 286 mostra como os microrganismos podem nos beneficiar.
Por: Adriana A. Lopes, Denise O. Guimarães e Mônica T. Pupo
Publicado em 24/10/2011 | Atualizado em 24/10/2011
Quando os microrganismos salvam vidas
Fungos crescendo em cultura. Embora possam ainda hoje causar infecções que comprometem a vida dos humanos, esses seres diminutos são úteis em processos industriais e no combate a doenças. (foto: David Midgley, University of Sydney/ CC BY-SA 2.5)
Microrganismos, como o nome diz, são organismos minúsculos, representados por fungos, bactérias, vírus, algas e protozoários. Geralmente, associamos esses seres microscópicos às doenças que eles podem causar em humanos, animais e lavouras. No cardápio de males provocados por esses agentes, está também a deterioração dos alimentos.
No caso de humanos, bactérias, fungos e vírus podem ainda hoje causar infecções que comprometem a vida dos pacientes – especialmente, aqueles com o sistema imunológico debilitado por outra doença, como a Aids.
Os microrganismos estão em toda parte; a maioria não se locomove e não tem mecanismos de defesas físicas frente a adversidades
Os microrganismos estão em toda parte: solo, água, pedras, no interior e na superfície de seres vivos (humanos, plantas, animais, insetos etc.), entre outros locais. A maioria deles não se locomove e não tem mecanismos de defesas físicas frente a adversidades.
No meio ambiente, convivem com grande número de seres vivos, sendo que a principal forma de interação com o ambiente envolve a produção de substâncias químicas – conhecidas como produtos naturais –, bem como enzimas, que agem principalmente como mecanismo de defesa contra outros microrganismos.
Essas moléculas – que, em geral, têm estrutura complexa – podem ser excretadas pelo microrganismo para inibir o crescimento de outros organismos e, assim, garantir a preservação da própria espécie.

Do laboratório à indústria

Ao longo do tempo, o homem conseguiu cultivar microrganismos em laboratório, bem como isolar e identificar quimicamente os produtos naturais microbianos, aplicando-os na medicina como medicamentos.
Os processos fermentativos envolvidos no desenvolvimento microbiano também passaram a ser explorados para o benefício humano em diversas áreas (ver ‘E se Dionísio soubesse química?’ na CH 279).
Os microrganismos são amplamente usados em indústrias químicas e na produção de pães, cerveja, vinho, vinagre, queijos e iogurtes
Os microrganismos são amplamente usados em indústrias para a produção de produtos químicos, como butanol, etanol e ácido cítrico, e suplementos alimentares (aminoácidos) e enzimas. São também usados na produção de pães, cerveja, vinho, vinagre, queijos e iogurtes.
São importantes agentes de biorremediação, ou seja, usados para remover ou reduzir a poluição ambiental. São utilizados em processos de biocatálise, convertendo substâncias químicas em outras, com maior rapidez e menor custo que processos totalmente químicos.
A fermentação de microrganismos é também aplicada pela indústria farmacêutica para obtenção de medicamentos que não são facilmente produzidos por síntese química. Nessa última aplicação, a química microbiana tem contribuído significativamente para a saúde da humanidade.

Combate às doenças

As descobertas de cientistas como o químico e microbiologista francês Louis Pasteur (1822-1895), o cirurgião inglês Joseph Lister (1827-1912) e o médico alemão Robert Koch (1843-1910) permitiram identificar microrganismos como agentes causadores de infecções, as quais geralmente causavam a morte dos pacientes devido à ausência de tratamento efetivo.
'Penicillium notatum'
A descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928, tornou-se o marco do uso medicinal de produtos naturais microbianos e revolucionou a medicina e o tratamento das infecções bacterianas. A substância é produzida pelo fungo 'Penicillium notatum' (na imagem). (foto: Crulina/ CC BY-SA 3.0)
Os cientistas alemães Paul Erlich (1854-1915) e Gerhard Domagk (1895-1964) foram pioneiros em mostrar que corantes artificiais matavam microrganismos e controlavam infecções.
Lister e o médico francês Ernest Duchesne (1874-1912), independentemente, relataram o uso de fungos Penicillium em bandagens para tratar pacientes infectados no final do século 19. Porém, textos da medicina chinesa, com mais de 3 mil anos, relatam o uso de soja ‘embolorada’ (com bolor, ou seja, com fungo) para tratar infecções de pele.
Mas foi a descoberta da penicilina, produzida pelo fungo Penicillium notatum, pelo médico escocês Alexander Fleming (1881-1955), em Londres (1928), que se tornou marco do uso medicinal de produtos naturais microbianos e revolucionou a medicina e o tratamento das infecções bacterianas.

domingo, 2 de outubro de 2011

PREMIO IG NOBEL 2011

Prémios IgNobel premeiam as ideias mais insólitas

Arturas Zuokas, autarca da cidade de Vilnius na Lituânia, IgNobel da Paz.

A edição dos Prémios IgNobel de 2011 já tem a sua lista de galardoados. Estudos sobre bocejos de tartarugas ou como escaravelhos acasalam com garrafas de cerveja foram premiados. Saiba a lista completa.
Fisiologia: Anna Wilkinson, Natalie Sebanz e Ludwig Huber pelo estudo que concluir não haver evidência de contágio de bocejos entre as tartarugas red-foot»
Química: Makoto Imai, Naoki Urushihata, Hideki Tanemura, Yukinobu Tajima, Hideaki Goto, Koichiro Mizoguchi e Junichi Murakami. Este grupo de japoneses determinou a densidade ideal de wasabi (espécie de rabanete muito picante) para acordar uma pessoa inconsciente em caso de incêndio ou outra emergência, e aplicaram esta conclusão para inventar um alarme wasabi.
Medicina: Mirjam Tuk, Debra Trampe, Luk Warlop, Matthew Lewis, Peter Snyder, Robert Feldman, Robert Pietrzak, David Darby e Paul Maruff por realizarem um estudo que demonstra que as pessoas tomam melhores decisões sobre determinados assuntos, mas piores sobre outras questões, quando estão sob uma vontade de urinar urgente.
Psicologia: Karl Halvor Teigen por tentarem perceber porque é que as pessoas suspiram, na sua vida quotidiana.
Literatura: John Perry pela sua Teoria da Procrastinação Estruturada que afirma que para se ser um grande autor deve-se sempre trabalhar em algo importante, usando isso como forma de evitar fazer algo que seja ainda mais importante.
Biologia: Darryl Gwynne e David Rentz por descobrirem que um determinado tipo de escaravelho acasala com um determinado tipo de garrafa de cerveja australiana.
Física: Philippe Perrin, Cyril Perrot, Dominique Deviterne, Bruno Ragaru e Herman Kingma por determinarem porque é que os lançadores de discos ficam tontos e os de martelo não.
Matemática: Dorothy Martin, Pat Robertson, Lee Jang Rim, Credonia Mwerinde e Harold Camping (todos previram, em anos diferentes, que o mundo acabaria nesse ano) por ensinarem ao mundo que se deve ter cuidado quando se fazem assunções baseadas em cálculos matemáticos.
Paz: Arturas Zuokas, autarca da cidade de Vilnius na Lituânia, por passar a resolver o problema do estacionamento ilegal de carros de luxo destruindo-os com um tanque.
Segurança Pública: John Senders, por levar a cabo uma série de experimentos em que uma pessoa conduz um carro numa grande auto-estrada enquanto o retrovisor esbofeteia o condutor e lhe tapa a visão.

sábado, 10 de setembro de 2011

Olimpiceno e olimpiadano


creative commons by 2.0
Para comemorar a realização das olimpíadas em Londres, no ano de 2012, a equipe da máquina de procura dedicada à química ChemSpider, propôs o nome de Olimpiceno (Olympicene) para a molécula originalmente conhecida como benzo[cd]pireno (IUPAC).
InChI=1/C19H12/c1-3-12-7-9-14-10-8-13-4-2-6-16-11-15(5-1)17(12)19(14)18(13)16/h1-7,9-11H,8H2
A justificativa é a óbvia similaridade entre a molécula e os anéis olímpicos.
Outra molécula já tinha sido batizada de Olimpiadano (Olympiadane), pela sua alegada semelhança com os anéis, visto na estrutura abaixo.
estrutura química
Mas fica claro que o Olimpiceno é muito mais simpático na comparação do que a estrutura acima.

VIVA A PACIÊNCIA DOS PROFESSORES

15
Viva a Revolução!!!
23Deus converte mesmo!
42
Principalmente se o aluno for carioca, morô?!
61
Exemplo de um vírus envelopado: Antrax! Sacou? rs

71Bela expansão!!! hahahaha
82Além disso, não sabia que Michelangelo tirava fotos. Aliás, pensava que era Leonardo da Vinci…
9Jurava que estava certo!
10Esse O.O que o professor fez, foi um olhar de espanto ou foi um zero?
111Uaii professor, moreninha?…Você queria que fosse o que? Um Pardal?
121Fail!! kkkk
131Agora encontre o zero!
141Não sei se rio da resposta ou do sermão do prof … kkkkk
151A Hebe acertaria essa questão! (já que a Derci morreu)
prova15
Pelo menos ele chegou na metade. Aposto que você mão saberia nem começar. rs
prova16… e a casa do Gleicou!!!
vale_do_paraiba
Vale balada que é bom, NADA!
digitalizarChico Xavier ensinou ele.
450px-provadesciclo5Vaiiii Plaaneta!!!
provadesciclo6Depois dessa declaração, merecia 10, HEIN PROF?!
prova_rs22Ele tirou 9,2 na prova. Ele só queria sair no insoonia.
provadesciclo3

domingo, 28 de agosto de 2011

Ensinando colesterol, (des)informação e defesa do consumidor!


Explicar química de macromoléculas pode ser um problema para os professores de Biologia. O assunto desperta pouco interesse na maioria dos alunos e, pensando nisso, compartilho duas experiências que uso para tentar fazer o estudo de pelo menos uma molécula mais interessante: o colesterol.
1. “Colesterol faz bem ou faz mal?”
A preocupação com a saúde fez com que as discussões sobre obesidade em países desenvolvidos e em desenvolvimento ficassem tão importantes quanto campanhas para combater a subnutrição de países pobres. Assim, é comum a mídia trazer informações sobre os males relacionados ao colesterol, de modo que todos já ouvimos ou lemos alguma coisa sobre o assunto.
Aproveitando esse fato procuro iniciar o tema com uma pergunta simples: “Colesterol faz bem ou faz mal?”.
Praticamente todos respondem “Faz mal!”, dando a entender que a pergunta tem uma resposta óbvia. Por isso, quando eu respondo “quem falou?” ou “depende!”, a surpresa gerada serve de gancho para explicar a parte química do tema.



Estrutura do colesterol.
O colesterol tem fórmula molecular C27H45OH e faz parte dos esteróides, uma classe de lipídios que contém um arranjo específico de quatro anéis de átomos de carbono.
A figura ao lado foi retirada do site Cholesterol-and-health.com e é extremamente didática para explicar a estrutura da molécula:
  • A cor vermelha destaca o grupo polar hidroxila ( – OH), que caracteriza a molécula de colesterol como um álcool (de acordo com as funções orgânicas) e que fornece alguma solubilidade em água;
  • A cor verde mostra o arranjo de anéis de carbono específico conhecido como a “assinatura dos esteróides”;
  • A cor azul corresponde à cauda de hidrocarbonetos (moléculas formadas apenas por átomos de carbono e hidrogênio), fortemente apolar, ou seja, capaz de se dissolver em substâncias oleosas ou gordurosas, mas não em água.
Pensando na importância biológica do colesterol, vale lembrar que essa molécula tem papel fundamental na fluidez das membranas celulares animais e é precursora dos demais esteróides. Dentre as moléculas derivadas estão, o estradiol (hormônio sexual feminino), a testosterona (hormônio sexual masculino), e a vitamina D, todos de vital importância.
Conclusão: por mais que tenhamos nos acostumado a enxergar o colesterol como um dos grandes vilões nutricionais ele é essencial à vida, portanto associar automaticamente a molécula a problemas de saúde é um erro.
2. Como a publicidade pode se aproveitar da sua falta de informação?
Outra discussão sobre o colesterol diz respeito à propaganda. Ainda na faculdade reparei que no rótulo de uma lata de óleo que trazia em destaque a informação: “Sem colesterol, mais saudável!”.
Como sabemos que o colesterol não pode ser extraído de produtos de origem vegetal, qual é a ideia por trás disso? Simples: como poucas pessoas sabem que todo óleo vegetal é livre de colesterol, consumidores com menos instrução podem ser induzidos a comprar a marca “A” ou “B”.
Tempos depois, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) criou o Manual de Orientação aos Consumidores (disponível no final desse texto). O documento esclarece que essa prática é proibida, como vemos no trecho abaixo:


Determinação da ANVISA sobre óleos vegetais.


Pensando em como os fabricantes de óleos podem “driblar” as normas da ANVISA, fui ao supermercado para verificar como isso acontecia. Todos os produtos traziam a informação “óleo sem colesterol, como todo óleo vegetal”, mas a disposição da informação era variável.
Dos 19 óleos vegetais à venda no mercado que visitei no começo de Julho deste ano, oito (42%) traziam o escrito “Sem colesterol*”, sendo que o símbolo * remetia a algum canto escondido do rótulo que continha o restante da frase (“como todo óleo vegetal”). Pensando criticamente, essas marcas estão ou não buscando vantagem sobre as demais, tentando parecer mais saudáveis?
A lição mais importante a ser discutida com os alunos é: conhecimento não é importante somente para passar de ano, ter boas notas e entrar em uma boa faculdade. É, antes de qualquer coisa, a principal proteção que as pessoas podem ter contra iniciativas como essa, que procuram tirar vantagem de consumidores desavisados.
Fontes e referências:
CAMPBELL, Neil et al. Biologia (8ª ed.), Porto Alegre: Artmed 2010. ISBN: 9788536322698
ALBERTS, Bruce et al. Biologia Molecular da Célula (4ª ed.), Porto Alegre: Artmed 2004. ISBN: 8536302720

sábado, 6 de agosto de 2011

 

 

 

 

 

Vai uma limonada?




Limonada? Suco de laranja? Grapefruit? Diz a sabedoria popular que um copo de suco de Lima da Pérsia todos os dias é excelente para a saúde da pele. Quem nunca experimentou bolo de mexirica (ou mimosa, como é chamada em Curitiba) não imagina o aroma indescritível que torna difícil o bolo durar mais do que 2 dias. Estas frutas, todas do gênero Citrus, estão entre as mais importantes do mundo. Além de serem muito consumidas, as frutas cítricas têm uma história de mais de 4.000 anos de cultivo. Mas até pouco tempo atrás não se conhecia a origem genética destas frutas, até que pesquisadores chineses resolveram investigar este mistério.
O grupo coordenado pelo Dr. Zhiqin Zhou, da Southwest University, analisou padrões de  extensão de polimorfismo de fragmentos amplificados (analyzed amplified fragment length polymorphism, AFLP) juntamente com a análise da sequência do DNA de cloroplastos (organelas de células vegetais responsáveis pela fotossíntese) e espaçadores transcritos do interior de núcleos (celulares). A utilização das diferentes técnicas permitiu identificar a origem genética exata das plantas cultivadas do gênero Citrus.
Os resultados mostraram que a laranja bergamota (Citrus bergamia Risso) e o limão se originaram a partir da cidra (fruta da cidreira) e da laranja azeda, enquanto que a toranja (também conhecida por grapefruit (Citrus x paradisi) mostrou ser uma mistura (um híbrido) originado a partir do cruzamento entre pomelo (Citrus máxima) e laranja doce. Já a laranja doce e a laranja azeda são híbridos de laranja mandarim (Citrus reticulata) e pomelo, e o limão bravo fruto do limão e da laranja mandarim. Por fim, que a laranja bergamota resulta de uma mistura da laranja azeda (fêmea) com limão (pai).
Segundo os autores, os dados genéticos mostraram ser bastante convincentes para propor as relações de parentesco entre estas plantas, muito importantes para se conhecer a genética e se utilizar o germoplasma das plantas do gênero Citrus.