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domingo, 29 de maio de 2011

Prêmios Ig Nobel

Os Prêmios Ig Nobel  premiam os projetos de pesquisa que" primeiro fazem as pessoas rir, e depois fazê-los pensar. ". Os prémios destinam-se a celebrar o incomum, honrar o imaginativo - e estimular o interesse das pessoas em ciência, medicina e tecnologia. 
O Ig Nobel 2011 Os prémios serão anunciados e premiados no dia 29 de setembro, no First Annual Ig Nobel Prize Ceremony, em Harvard Sanders Theatre. A cerimônia será transmitida ao vivo. Os ingressos serão colocados à venda ou em torno de 01 de agosto.Veja abaixo os ganhadores de 2010

Paz
Richard Stephens, o grande vencedor do Ignobel da paz, descobriu que falar palavrão, ajuda a aliviar a tensão e é mais eficiente que dizer palavras amenas.

Medicina

Simon Rietveld, da Universidade de Amsterdam, e Ilja van Beest, da Universidade de Tilburg, ambas na Holanda, levaram o Ignobel da medicina ao descobrirem a cura para os sintomas da asma.

Nada de bombinhas. Sentiu asma? Ande de montanha russa. Que legal, né? 
Física

A ganhadora. Lianne Parki, descobriu que colocar meias por cima do sapato evita-se escorregões no gelo. 

Biologia.
O pesquisador Britânico Gareth Jones e sua patota de chineses tarados, Libiao Zhang, Min Tan, Guangjian Zhu, Jianping Ye, Tiyu Hong, Shanyi Zhou, e Shuyi Zhang, da China, descobriram  observando morcegos frugívoros ( aqueles que só comem frutinhas) que o sexo oral prolonga o tempo de cópula e favorece a procriação, dando melhor qualidade aos espermatozódes.
  Engenharia.

Os pesquisadores, Karina Acevedo-Whitehouse e Agnes Rocha-Gosselin, da Sociedade Zoológica de Londres, Grã-Bretanha, e Diane Gendron, do Instituto Politécnico Nacional, de Baja California Sur, no México, levaram essa ao aperfeiçoarem o método de retirada de muco ( meleca ) das baleias. A técnica usada é realmente revolucionária. Um helicóptero de controle remoto. 

  Administração
Alessandro Pluchino, Andrea Rapisarda e Cesare Garofalo, da Universidade de Catania, Itália, descobriram que promover os funcionários de forma aleatória trás mais lucro as empresas. Segundo os cientistas, quando se promove por competência, o promovido fica em seu nível máximo de incompetência, então a saída é promover aleatóriamente.

  Saúde pública.

  Os pesquisadores, Manuel Barbeito, Charles Mathews, e Larry Taylor, do Escritório de Saúde Industrial de Fort Detrick, Maryland, Estados Unidos, iniciaram a pesquisa com barbudos e não barbudos, e chegaram a conclusão que os micróbios adoram uma barba.  É... faz sentido. Basta ver um barbudo comendo e observar a quantidade de restos de comidas, migalhas e farelos que grudam nos pêlos


Planejamento de Transporte
Toshiyuki Nakagaki, Atsushi Tero, Seiji Takagi, Tetsu Saigusa, Kentaro Ito, Kenji Yumiki, Ryo Kobayashi, do Japão, e Dan Bebber, Mark Fricker do Reino Unido, para  determinar as rotas ideais para ferrovia.
 Economia: 
Os executivos e diretores do Goldman Sachs, AIG, Lehman Brothers, Bear Stearns, o Merrill Lynch, e Magnetar para a criação e promoção de novas formas de investir dinheiro - forma a maximizar o ganho financeiro e minimizar o risco financeiro para a economia mundial, ou para uma parte dele.
Química: Eric Adams, do MIT, Scott Socolofsky do Texas A & M University, Stephen Masutani da Universidade do Havaí, e BP [British Petroleum], para desmentir a velha crença de que água e óleo não se misturam.

Fonte: http://improbable.com/ig/

domingo, 22 de maio de 2011

OS OITO REMÉDIOS NATURAIS

Eles são oito princípios naturais, mas podem ser usados como remédios para alcançarmos uma qualidade de vida melhor. São elementos que o próprio Deus criou e deixou para homem usar e receber os seus benefícios.  
1. Água abundante – nós somos composto por 75 trilhões de células e cada uma delas tem em sua composição 75% de água! São essas células que compõem tecidos, órgãos e sistemas. Quão importante é que estejamos ingerindo líquido o bastante para nutrir essas células.

Há sistemas de nosso corpo, como o renal, que utilizam a água para eliminar as toxinas e excretas. Toxinas que precisam ser eliminadas para melhor desempenho do cérebro, que pode ser prejudicado pela concentração das mesmas. Alguns tipos de dores de cabeça podem ser resolvidos com a simples ingestão de água!

O sistema circulatório veicula as células sanguíneas através de um líquido aquoso chamado plasma; os leucócitos são uma destas células ativas de nosso corpo para eliminar bactérias, vírus e outros agentes infectantes; eles se deslocam por entre os vasos de nosso corpo graças a sua constituição aquosa que lhes permite a diapedese, que é um deslocamento gelatinoso e permeável que a água lhes confere, podendo atravessar poros menores que o seu próprio tamanho! Mas a pouca ingestão de água pode dificultar a ação dos leucócitos e facilitar a instalação de viroses como a gripe e o resfriado.

São muitas as funções da água em nosso organismo, e a sua ingestão é saudável para nossa saúde de forma geral. Dependendo do seu sexo, atividade, idade e clima em que você vive, você deverá beber até 2 litros de água por dia ou 8 copos de água. Use chás, sucos puros e refrescos naturais para conseguir a quota diária de líquidos. Seja rigoroso no controle da ingestão de líquidos e acostume-se a contar quantos copos bebeu ao longo do dia.

Não se permita passar mais que duas horas sem um copo de água!

Mas a água tem funções terapêuticas se usada no exterior do corpo também. Atividades na água são muito benéficas; a temperatura da água estimula os vasos e irrigação dos tecidos musculares. A água fria tem sua função terapêutica estimulante, assim como a água morna em atuar sobre o corpo de forma calmante.
Se você não tem acesso a uma piscina se utilize banhos de banheira (mornos) para relaxar os músculos após um dia estressante de trabalho.

Use a mangueira do quintal para banhos em jatos sobre os músculos para refrescar e massagear os músculos cansados.

A natação é um excelente exercício físico que fortalece, estimula e relaxa os músculos. Dentre as atividades físicas várias que existem, dê preferência às feitas na água como a sauna, hidroginástica que se utilizam também das funções terapêuticas da água.

O princípio que a água possui são suas características de temperatura e alcance do corpo; a água permite a transferência ou absorção de calor e frio, que muito beneficia os sistemas de nosso corpo; seja em forma de líquido, vapor ou gelo, há múltiplas formas de usufruir os benefícios deste maravilhoso elemento natural deixado por Deus.

Se você não conhece a hidroterapia, procure ler e se informar com profissionais naturalistas e conhecer uma nova forma de tratar seus problemas físicos.

2. Ar Puro – É obvio que todos nós respiramos, mas nem sempre o ar possui uma qualidade boa ou respiramos profundamente; atividades físicas ao ar livre em meio a natureza, alem de favorecer a inalação de ar de boa qualidade, também promove uma inspiração maior e mais ativa para os pulmões.

O oxigênio é um elemento vital na fisiologia do cérebro; ar de má qualidade com muitos poluentes e em um ambiente em que o oxigênio não é renovado, prejudica o desempenho deste orgão. Os locais em que permanecemos muito tempo (trabalho e quarto de dormir), deveriam ser bem arejados para promover a renovação do oxigênio; pessoas que passam períodos inteiros em ambientes fechados comprometem suas funções e obtém um desempenho baixo do cérebro.

Locais bem arejados promovem melhor desempenho das funções cerebrais, como pensar, raciocinar, analisar, decidir decifrar, ler e armazenar informações etc.

O oxigênio é utilizado pelas células junto com a glicose no processo de produção de energia; o processo de difusão do oxigênio para as células através dos capilares, depende muito de como respiramos; as células não estão muito longe dos capilares (50 micras) mas algumas se encontram mais distantes e precisam de uma difusão mais efetiva, que ocorre através da inspiração profunda motivada pelo exercício físico.

Os nossos hábitos sedentários não permitem respirações profundas, e um grande volume de ar puro para os pulmões. Nossa respiração se torna superficial e a oxigenação dos tecidos e músculos do corpo são feitas de uma forma básica. A respiração profunda aumenta a concentração do oxigênio no sangue, eleva a pressão arterial, acelera os batimentos cardíacos e permite que ocorra uma maior irrigação dos tecidos e células.

A respiração profunda sempre esta associada a movimento e conseqüentemente atividade muscular, favorecendo uma troca mais ativa de gases pela célula, e um maior fluxo de entrada de água, nutrientes e outras substâncias.

Dentre essas substâncias destaco a Serotonina, que é liberada em momentos de lazer (sem competição), descontração e recreação; esse hormônio é produzido no cérebro a partir de estímulos agradáveis; é uma substância que impede que ocorra os mecanismos da depressão, estresse e tristeza. Uma atividade ao ar livre em meio à natureza permite um fluxo dessas substâncias, promovendo bem estar, fortalecimento e nutrição ao corpo.

Algumas pessoas têm dificuldade em pegar no sono ou de dormirem durante toda a noite; a oxigenação do cérebro (e demais órgãos e músculos) favorece os mecanismos de excreção celular, liberação de toxinas, metabolismo dos hormônios do estresse e exposição aos hormônios do bem estar.

Uma caminhada ao final da tarde, além de promover esse mecanismo vai oferecer trabalho ao músculos do corpo, que naturalmente induzirão a liberação das drogas indutoras do sono. Antes de dormir uma simples rotina de exercícios respiratórios profundos (de 3 a 5 minutos), em que respiramos ar puro, prendemos a respiração por alguns segundos a cada minuto e voltamos a respirar profundamente, permitirá uma renovação do oxigênio no sangue e cérebro e uma indução do sono mais eficaz ao nos deitarmos.

Se nos permitimos respirar profundamente por períodos regulares e longos durante o dia, teremos uma saúde melhor, uma disposição alegre e atividade mental aguçada!
 
3. Luz Solar – Pesquisas em países ao norte do hemisfério, tem comprovado que a ausência da luz solar na rotina diária das pessoas faz surgir o mau humor, depressão e estresse. Os invernos ao norte do equador são longos e em muitos países da Europa as pessoas passam meses sem a luz solar; o índice de suicídio e depressão nestes países aumenta com a temporada do inverno.

A luz solar no início da manhã e no final da tarde, só traz benefícios ao organismo; são horários em que podemos expor grandes partes do corpo para receber diretamente a luz do sol. Nesse processo os vãos sanguíneos mais externos se vasodilatam e irrigam melhor as áreas de nosso corpo que talvez estivessem horas (8-10 hs) com uma irrigação crítica, pela inatividade do sono.

Novamente substâncias e hormônios do bem estar são produzidos pela sensação prazerosa do sol na pele, as células da pele recebem os raios solares e iniciam o processo de produção da vitamina D, que somente é sintetizada com a exposição do sol no corpo humano. A luz solar também favorece a fixação do cálcio nos ossos, e é essencial para as crianças em crescimento e pessoas da terceira idade.

Na realidade um coquetel de substâncias começa a circular o sangue e alcançar o cérebro oferecendo sensações de prazer, descanso e alegria; a felicidade tem fórmulas e mecanismos ativadores, e esse é um deles.
4. Exercício Físico – minha esposa costuma dizer que fazer exercícios físicos é uma rotina desgastante. Mas é a disciplina nesta atividade que garante a vitalidade, jovialidade, beleza e bem estar que poucas pessoas exibem. O exercício físico regular e equilibrado promove a juventude na aparência e a boa disposição.

O exercício físico leva a um trabalho cardio-respiratório que pouco experimentamos em nossas atividades diárias; mesmo aqueles que trabalham estão sentados ou pouco andam, o que não exige do coração e dos pulmões. É necessário colocarmos esses dois órgãos em movimento acelerado todos os dias; exercícios físicos diários de 40 a 60 minutos fortalecem o coração e ativam os pulmões e revitalizam todo os sistema de órgãos e tecidos do organismo humano.

Podemos ter uma dieta até saudável para o coração, mas se não fizermos exercícios físicos a gordura da dieta ou da bio-transformação dos alimentos, irá se depositar da mesma forma em nossas artérias e entupir nossas coronárias (veias que irrigam o coração). O produto final de todo alimento que não é metabolizado em energia será a bio-transformação de gorduras e acúmulo destas não só em veias e artérias, mas na cintura, braços e abdômen.

Precisamos aprender a ser disciplinados e persistir em fazer atividades físicas; mas sempre que falamos isso as pessoas não se imaginam em academias ou nos aparelhos de ginástica. Tenho boas notícias para você; faça caminhadas, e você estará fazendo o essencial; não terá músculos definidos mas estará garantindo a saúde e jovialidade que tanto almejamos.

Comece fazendo caminhadas de 20 minutos e andando normalmente, depois vá acelerando o passo, e a cada semana aumente 10 minutos do tempo de exercício, até alcançar os 60 minutos. Se você quiser reduzir seu peso, faça essas caminhadas duas vezes ao dia e associe uma dieta, outros exercícios localizados (para abdômen, braços e costas) e exames hormonais. Muitas pessoas não emagrecem por optar só pela dieta, ou só exercício... há pessoas que precisam de tratamento hormonal e de todas as outras coisas associadas.

Movimento é vida e beleza; ficar sem movimentar-se e sem exercícios, significa envelhecer mais rápido e morrer mais cedo. Isto porque o exercício físico promove a ativação da circulação sanguínea, irrigando melhor os órgãos e tecidos do corpo, trazendo os nutrientes e retirando as toxinas do corpo; mais oxigênio alcança os tecidos e órgãos, substâncias revitalizantes são produzidas e o bem estar é estabelecido.
5. Alimentação Saudável – a relação da saúde com aquilo que ingerimos, cada vez mais é comprovada pela medicina; uma alimentação simples e natural favorece o bem estar geral da pessoa.
Nossas dietas modernas são compostas por muitos produtos industrializados, refinados e refeições rápidas; perdemos muitas vitaminas, fibras, proteínas naturais e coisas como a cor dos alimentos, o aroma e o sabor natural; essas coisas também têm seu valor dentro da satisfação do apetite e da boa digestão!

Os produtos industrializados são acrescidos de muitos aditivos químicos, que são conservantes, estabilizantes, aromatizantes, seqüestrastes e várias outras substâncias que não são prejudiciais a nossa saúde. Muitas dessas substâncias são aprovadas pelo Ministério da Saúde, e é assegurado que não fazem mal; mas a própria função das substâncias indica o seu potencial de malefício; muitas dessas substâncias estão ali para evitar o crescimento bacteriano e de fungos, e funcionam como ´antibióticos´ quando entram em contato com a flora bacteriana de nosso intestino.

Outras substâncias possuem moléculas de potássio e sódio em sua formulação, e podem comprometer a pressão arterial daqueles que são hipertensos.

Quando Deus criou os alimentos, Ele não colocou conservantes ou qualquer outro aditivo; pelo contrário, os alimentos naturais se deterioram com muita facilidade!

Alimentos como frutas, verduras, legumes e cereais possuem um equilíbrio perfeito para nossa dieta. Se você se alimenta em uma Fast Food, vai ter que controlar suas calorias, colesterol, triglicérides etc; mas se você se alimenta de cereais e grãos integrais, frutas, legumes e verduras, dificilmente precisa se preocupar com esses índices bioquímicos.

Naturalmente grãos integrais regulam seu intestino, controlam níveis de colesterol; as frutas possuem taxas ideais de açúcares, evitando problemas futuros com diabetes; os legumes são equilibrados e não alteram sua pressão arterial e as verduras vão lhe proporcionar todas as vitaminas necessárias, sem necessidade de se usar complementos vitamínicos.

A alimentação natural favorece a longevidade e o rejuvenescimento! Dietas ricas em cereais integrais, frutas, verduras e legumes favorecem a saúde do coração, e demais órgãos (fígado, rins, intestino); haverá menos propensão aos males cardíacos e complicações sistêmicas. Os alimentos naturais produzem menos metabólitos tóxicos na digestão e metabolismo final; são menos toxinas, menos radicais livres, um bom funcionamento intestinal e renal, favorecendo o órgão responsável pela boa aparência – nossa pele!

A dieta ocidental é muito rica em carbohidratos e refinados. Pesquisas indicam que o uso excessivo de massas favorece o aumento de um hormônio, a insulina, responsável pela metabolização da glicose, produto final das massas. A insulina é um dos hormônios do estresse, e está associada ao envelhecimento.

Na sua próxima refeição, inclua mais vegetais e legumes; se alimente deles na sua forma mais natural (crua) e se for processálos, faça através do vapor, que preserva as vitaminas e oligo-elementos vitais de sua composição. Em refeições matinais e noturnas, dê preferência às frutas.

Use o pão integral, iogurtes naturais acrescidos de mel, passas, ameixas secas e flocos de milho. Use as carnes brancas (frango e peixe) e deixe a carne vermelha para ocasiões especiais. Use moderadamente de os queijos. Você é aquilo que come! Seja natural!
6. Sono Regular – o ciclo do sono começa com a ausência da luz do sol; quanto mais cedo dormirmos mais benefício nosso cérebro vai ter, devido ao período de vigília (14 a 16 horas) que se auto regula. O sono é estimulado por substâncias que são lançadas no sangue com a ausência da luz natural. Somos muito prejudicados com a questão da luz artificial, e o prolongamento do período de vigília do cérebro; aqueles que conseguem dormir cedo estão experimentando um descanso mais profundo devido a um hormônio chamado Melatonina.

Essa substância é produzida enquanto dormimos, mas somente nas primeiras horas após a ausência da luz natural; se prolongamos o período da vigília do cérebro, menos Melatonina é produzida. Esse hormônio é mais uma droga poderosa que atua no cérebro trazendo a sensação de descanso e bem estar.

O nosso Século das Luzes e agora das atividades virtuais a noite (TV, Internet) nos privam do melhor do sono; é nas primeiras horas em que a Melatonina é jogada em nosso sangue, e realiza seus efeitos calmantes e revitalizadores no cérebro.

Naturalmente o período da noite, criado por Deus tem 12 a 10 horas de acordo com a época do ano. É justamente o tempo que precisamos para o descanso do corpo e da mente, e recuperação das energias para o dia seguinte.

Quando nos permitimos um descanso de no mínimo 8 horas, estamos promovendo a saúde de nosso corpo; uma mente que constantemente trabalha (estado de alerta) em períodos longos e tem apenas períodos de 6 ou 4 horas de descanso, não pode oferecer o melhor raciocínio ou desempenho.

Programe suas atividades e acostume-se a dormir o mais cedo possível; sem culpa alguma, permita-se ter de 8 a 10 horas de sono!


7. Elimine as Drogas – e quando falo de drogas me refiro também àquelas mais populares (álcool, nicotina e cafeína). Essas três drogas têm acabado com a vida muitas pessoas!

O álcool já foi discutido como droga e com suas alterações de comportamento levam a violência, desastres e dezenas de situações problemáticas.


O fumo é mais letal e menos tolerado pela sociedade. Apesar de não ser uma droga que altere o comportamento (mas oferece alívio ao fumante) a nicotina tem sido combatida de forma eficaz. Porém existem 4.600 outras susbtâncias, que corroem os pulmões, envenenam o cérebro, causam câncer e dezenas de outros problemas de saúde.


A cafeína é outra droga muito popular, mas que é combatida nos consultórios médicos. Os cardíacos, hipertensos e os que sofrem de enxaqueca, aprendem a eliminar a cafeína de seu hábito alimentar, para melhorar sua saúde. Irritabilidade, dor de cabeça, nervosismo, palpitação, insônia e ulceras são as causas do uso da cafeína. A retirada da droga pode causar a síndrome de abstinência (como qualquer outra droga) levando a pessoa a ficar nervosa, ansiosa e irritada, mas a desintoxicação deve ser feita.


Também já mencionamos a questão das drogas em forma de medicamentos, que viciam e criam dependentes dos fármacos. São pessoas que usufruíram do benefício de um medicamento, mas no abuso destes se tornaram dependentes, não podendo viver sem a sua interferência.


A problemática para tais casos é a necessidade permanente da droga para a pessoa se manter equilibrada. Alguns casos são patológicos, e devem ser conduzidos ou revistos através de acompanhamento médico para alternativas mais saudáveis; mas há aqueles que se tornaram vítimas do vício.


Todo viciado tem sua saúde comprometida, e as funções vitais do seu cérebro foram corrompidas pelo vício. A liberdade de tais drogas implica na saúde mental, melhor sociabilização e virtudes espirituais sólidas.

8. Confiança em Deus – o último princípio para uma boa saúde é a confiança, a fé em Deus! Em um mundo de tantas armadilhas, artifícios e até de males incuráveis, somente Deus se torna o nosso refúgio!

Jesus ao vir a Terra passou grande parte do seu ministério de apenas três anos curando as pessoas e oferecendo alívio as dores e males dos humanos. Não é diferente hoje! Ele pode oferecer saúde e restauração a todo aquele que Nele confia.


A oração e a orientação espiritual já é considerada em alguns hospitais como alternativas terapêuticas para as doenças. Já ficou demonstrado por pesquisas que pessoas que tiveram a visitação de capelães, os quais oraram e fortaleceram a esperança e a fé do paciente, esse grupo de pessoas demonstrou um prognóstico mais favorável em sua reabilitação.


“Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado (feliz) o homem que nele confia” Salmos 34:8.
Sim, o resultado de confiar em Deus é a felicidade. 

MARIE CURIE Legado imensurável

Marie Curie
Maria Sklodowska – que hoje o mundo conhece por Marie Curie – nasceu em Varsóvia (Polônia), em 7 de novembro de 1867. Quinta filha de um professor de matemática e física de escola secundária, a menina loura, de feições delicadas – Manya, como era carinhosamente chamada pelos pais e pelos irmãos –, aprendeu a ler com quatro anos e sempre foi a primeira aluna de sua turma no colégio. Além do polonês, dominava mais quatro idiomas: russo, francês, alemão e inglês.
Depois de obter, em 1883, o diploma do curso secundário, deu aulas particulares e, mais tarde, para sustentar os estudos da irmã Bronia na França, foi governanta. Em 1891, aos 24 anos, partiu para Paris, onde se matriculou na Faculdade de Ciências, na Sorbonne, na qual se licenciou em física e matemática. Em 1893, conheceu o físico Pierre Curie (1859-1906), com quem se casou dois anos depois. Homenagem ao país natal O casamento com Pierre deu início a uma das maiores aventuras da ciência. Ela, para sua tese de doutorado, interessou-se pelos ‘raios de urânio’, descoberta apresentada, em 1896, pelo físico francês Henri Becquerel (1852-1908), para uma Academia de Ciências [de Paris] não muito entusiasmada pelo tema – o interesse naquele momento voltava-se para o tópico seguinte da pauta do dia: os raios X, descobertos por outro físico, o alemão Wilhelm Roentgen (1845-1923), no ano anterior.
Poucos dias depois de iniciar o estudo dos misteriosos raios, Marie descobriu que o tório também emitia raios semelhantes ao do urânio. Por meio de um medidor muito sensível de cargas elétricas (eletrômetro), desenvolvido por Pierre, Marie percebeu que o minério pechblenda era mais radioativo – por sinal, termo inventado por ela – do que o próprio urânio. Isso era evidência de que havia ali um elemento irradiador desconhecido. Em 1898, Pierre e Curie, ao fracionarem aquele minério, descobriram o polônio – homenagem de Marie ao seu país natal –, cerca de 300 vezes mais radioativo que o urânio. Idealismo, teimosia e renúncia Idealistas e abnegados, Pierre e Marie se instalaram em um velho galpão insalubre na Faculdade de Medicina, que fora usado para a dissecação de cadáveres. Foi ali que começaram a ‘caça’ ao elemento rádio. A partir do fracionamento de uma tonelada de resíduo de pechblenda, vinda das minas de Saint-Joachimsthal, da Boêmia (então, no Império Austro-Húngaro), de trabalho duríssimo, o casal obteve um decigrama de rádio puro. Era 1899, e agora esse elemento radioativo – cerca de 100 mil vezes mais radioativo que o urânio – tinha existência oficial. A glória chegou para o casal em 1903, quando dividiu com Becquerel o Nobel de Física. Meses antes da notícia do prêmio, Marie receberia o título de doutora em ciências físicas, com menção honrosa, pela Universidade de Paris. Marie Curie demonstrou que boa ciência se faz com determinação, idealismo, teimosia e, sobretudo, renúncia – seus anos como estudante em Paris foram um período de muitas dificuldades financeiras e materiais. Seu trabalho até hoje é sinônimo de todos esses adjetivos que caracterizam os verdadeiros cientistas. No Brasil Marie e sua filha Irene Curie (1897-1956) visitaram, depois de breve estada no Rio de Janeiro, o Instituto do Radium, em Belo Horizonte, em 17 de agosto de 1926. No dia seguinte, Marie fez uma conferência na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. O médico brasileiro Álvaro Alvim (1863-1928) especializou-se, em 1897, em física médica com a equipe de Pierre e Marie Curie.
Irene e o marido, Jean-Frédéric Joliot (1900-1958), receberam, em 1935, um ano após a morte de Marie Curie, o prêmio Nobel de Química, pela obtenção dos primeiros elementos radioativos artificiais – em outras palavras, por mostrarem que elementos estáveis podem ser transformados, por reações nucleares, em radioativos. Assim, de certo modo, reproduziram os feitos e a glória do casal Curie.
Em 1911, Marie Curie recebeu seu segundo prêmio Nobel, este de química, cujo centenário está sendo comemorado este ano, em todo mundo, juntamente com o Ano Internacional da Química, homenagem a essa grande cientista, cujo legado para a ciência moderna é imensurável, bastando citar os diagnósticos e tratamentos médicos resultantes de seus trabalhos que vêm salvando um sem-número de vidas desde então.
 
ANGELO DA CUNHA PINTO
Instituto de Química,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Quando a química entra em cena


A química, presente desde o início da civilização, é hoje um dos pilares do desenvolvimento econômico e tecnológico mundial.
A palavra chemeia surgiu pela primeira vez por volta do século 4 e foi empregada por Olimpiodoro de Alexandria, o Velho (c.390-460). Etimologicamente, é possível detectar duas origens para o termo: uma egípcia, em que kimiya, que deriva de chemya, significa ‘negro’; e outra, oriunda do grego chymia (chimos), designando a arte relativa aos líquidos, aos extratos.
Nos dicionários, encontra-se geralmente a seguinte definição para o verbete química: “ciência que estuda a estrutura das substâncias, correlacionando-as com as propriedades macroscópicas, e se investigam as transformações destas substâncias”.
Mas, afinal, quando se fala de química, qual aspecto se deve destacar? O nível de organização da matéria? O resultado de uma transformação? O produto de uma reação? A fabricação de um objeto? Ou o princípio da criação da matéria em geral? Pode-se dizer que ‘tudo é química’. 
Pode-se dizer que ‘tudo é química’
Em consequência da impossibilidade de uma delimitação clara do campo dedicado à química, sua história deve ser entendida no contexto mais amplo, o da história da ciência.

As origens

O desenvolvimento material da civilização, tanto no Oriente quanto no Ocidente, foi acompanhado do progresso de procedimentos de natureza química para a obtenção de substâncias ou para sua purificação. 
Processos de destilação, de fermentação, de redução e de extração eram conhecidos pelas civilizações do norte da África, do Oriente Médio, da China e da Índia. Nessa época, não se percebia a química como objeto de investigação, como ocorreu com a física. Mas isso não impediu, todavia, a formação de respeitável corpo de conhecimentos práticos.
Certas atividades, como a fabricação de sabão por hidrólise de ácidos graxos, a fermentação de açúcares, a produção de corantes e pigmentos, bem como de cerâmicas e vidros, além de técnicas metalúrgicas, já eram conhecidas nas civilizações pré-históricas. A química nessas atividades, porém, era considerada apenas um conhecimento essencialmente técnico.

Quatro elementos, duas forças

Os filósofos pré-socráticos, que viveram na Grécia entre os séculos 7 e 5 a. C., foram os primeiros pensadores a fazerem especulações sobre a origem e a natureza da matéria, percebendo sua transformação e sua relação com o divino. 
Uma das contribuições da ciência grega à química é o conceito de elemento. Filósofos, como Tales de Mileto (624-544 a.C.), Anaxímenes (585-525 a.C.) e Heráclito (540-480 a.C.), admitiam um princípio primordial único, enquanto Anaximandro (610-546 a.C.) concebia infinitos princípios. 
Mas o conceito de elemento que teve maior significado foi o proposto por Anaxágoras (500-428 a.C.) e Empédocles (490-430 a.C.). Eles consentiram não só um número limitado de ‘raízes’, mas também que todos os objetos e os seres seriam compostos por diferentes proporções de terra, água, ar e fogo, unidos e separados por duas forças: amor e ódio
Aristóteles (384-322 a.C.) adotou a teoria dos quatro elementos como modelo para sua explicação da natureza, incluindo um quinto, a ‘quintessência’, o éter, que permeava a matéria. Ele se tornou um dos mais influentes filósofos gregos, e seus conceitos dominaram a filosofia natural por quase dois milênios após sua morte.
Para Aristóteles, há quatro qualidades da natureza: o calor, a umidade, o frio e a secura. Cada elemento (ou matéria primordial) é caracterizado por duas qualidades. Para exemplificar a teoria, vamos pensar como Aristóteles: o fogo teria as qualidades de ser quente e seco; já a água era qualificada como fria e úmida. 
Como todos os materiais eram constituídos por esses quatro elementos em proporções variáveis – a conversão de um elemento em outro se daria pela substituição de uma qualidade por sua oposta –, era possível transformar uma substância em outra. 
Nesse raciocínio, residiu a base teórica para a transmutação tentada pelos alquimistas – assim, o chumbo poderia ser transmutado em ouro.
Muitos séculos se passaram até se poder escrever a fórmula química da água como H2O!
Transmutação e vida eterna_No Egito, a teoria de Aristóteles foi aceita pelos artesãos, especialmente na cidade de Alexandria, que se tornou, depois de 300 a.C.,
o centro intelectual do mundo antigo. Segundo os artesãos, os metais tendiam a se tornar cada vez mais perfeitos e, assim, progressivamente seriam transformados em ouro. Os alquimistas pretendiam executar essa operação mais rapidamente em suas próprias oficinas, transmutando metais comuns em ouro por meio das reações com ar,água ou ácidos. Essa ideia surgiu em 100 d.C. e dominou o pensamento filosófico.
Um grande número de tratados foi publicado sobre a arte da transmutação e da alquimia. Embora ninguém tenha conseguido transformar metal em ouro, essa busca permitiu o desenvolvimento de processos e aparelhagens químicas.
A ideia de transmutar metais vigorava também na China. O objetivo era similar ao da alquimia praticada no Ocidente: fabricar ouro, mesmo que não fosse pelo valor monetário do metal – na verdade, os chineses acreditavam que o ouro era um remédio que poderia conferir longevidade e mesmo imortalidade.
Disseminação do conhecimento. No século 11, o Ocidente experimentou um renascimento intelectual considerável, favorecido pelo intercâmbio cultural entre os árabes e a região oeste da Itália e da Espanha.
Os monges católicos e os tradutores contribuíram para a transmissão de conceitos filosóficos e científicos da ciência grega na Europa por meio de manuscritos. Muitos desses documentos relatavam procedimentos alquímicos, alguns práticos e outros sobre aplicação das teorias sobre a natureza. Aos conhecimentos alquímicos, os europeus acrescentaram seus estudos empíricos, nascendo, assim, um conjunto de conhecimentos práticos bem mais abrangentes (substâncias,operações, equipamentos).Novos mundos e renovação_O século 16 foi para a química um período eminentemente prático, apesar de a química ainda estar atrelada à medicina e à metalurgia; porém, já era possível notar o início de uma ciência química independente. Foi ainda naquele século que se instalou e se consolidou a revolução científi ca, e muitos eventos marcantes ocorreram, entre eles a ampliação do espaço geográfi co, consequência das grandes nave
gações e explorações.
O Brasil foi descoberto e apresentado à Europa por meio da carta de Pero Vaz de Caminha (1450-1500) como a “Nova Terra”. Uma das possíveis origens do nome de nosso país vincula ‘Brasil’ ao pau-brasil (Caesalpinia echinata), conhecido pelos índios como arabutu, tendo sido chamado também brasilicum pelos tintureiros no século 15, por fornecer um corante vermelho vivo.
A natureza exuberante do Brasil contribuiu para incorporar à farmacopeia europeia várias novas plantas. Ciência independente_No século 17, a química atingiu sua independência e, no século seguinte, alcançou a maioridade. A institucionalização da ciência – e, com ela, da própria ciência química – ocorreu, por um lado, nas universidades e, por outro, nas academias de ciências,cujo objetivo comum era o avanço e o progresso das ciências e das artes. No Brasil, algumas academias científi cas foram fundadas. Porém, todas de vida efêmera, como a Sociedade Literária do Rio de Janeiro (1786-1790, e retorno em 1794). Foi também nesse período que atuaram o químico mineiro Vicente Coelho Seabra Teles (1764-1804) – autor do primeiro livro em português baseado nas teorias do químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794) –, bem como o naturalista baiano Alexandre Rodrigues Ferreira (1755-1815) e o mineralogista paulista José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838). Este último, antes de se envolver com a política e a independência do Brasil, contribuiu com a química de seu tempo, sendo de sua autoria Memória sobre os diamantes do Brasil, de 1792, e Experiências químicas sobre a quina do Rio de Janeiro, de 1814 . Com a vinda da família real para o Brasil, foi emitida uma série de decretos e leis responsáveis pelo início da estruturação das atividades relacionadas com as ciências no país. A química passou a ser lecionada nos cursos da Academial Real Militar e das escolas médicas no Rio de Janeiro e na Bahia.
Nas primeiras décadas do século passado, foram criadas as primeiras escolas voltadas para a formação de profissionais da química em nível superior no Brasil. Em 1917, o farmacêutico José de Freitas Machado (1881-1955), professor do curso de Química Industrial e Agrícola da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária, no Rio de Janeiro (RJ), publicou o artigo ‘Façamos Químicos’, que resultou na criação de vários cursos de química industrial no Brasil.
Em que direção? A química é atualmente um dos pilares do desenvolvimento econômico e tecnológico mundial. Seja na agricultura, na indústria, na siderurgia, na informática ou na construção civil, não há área ou setor que não use direta ou indiretamente, em seus processos ou produtos, algum insumo de origem química. Sempre com altíssimo grau de desenvolvimento tecnológico e científico, a indústria química transforma grande quantidade de elementos presentes na natureza em produtos úteis à população.
A química permite que substâncias sejam modificadas e recombinadas, por meio de processos cada vez mais avançados, para gerar matérias-primas que poderão ser empregadas na formulação de medicamentos, na produção de alimentos, na geração de energia e na fabricação de uma infinidade de itens, como utensílios domésticos e artigos de higiene, que estão no dia a dia da vida moderna.
A química leva as pessoas a uma viagem na vastidão de sua aplicabilidade e nas responsabilidades de suas aplicações: a química da água, a química do alimento, a química da saúde, a química dos novos materiais, a química do cotidiano e, principalmente, a química responsável. Reações químicas ocorrem a todo o momento, mantendo o ser humano vivo. E, quando não houver mais química, certamente não haverá mais vida.
A química pode trazer o ponto de equilíbrio para o desenvolvimento sustentável, atuando na elaboração e na produção dos produtos de consumo com novos materiais mais adequados, além de fármacos e produtos químicos intermediários, ambientalmente recomendáveis. Deve-se ressaltar que, já há algum tempo, a química vem trabalhando com a concepção de uma ciência ambientalmente mais recomendável, a chamada química verde.
Em cena, Seja pelas origens da química, pelas teorias dos quatro elementos, pela disseminação do conhecimento ocorrida em função do tratamento empírico dado a ela a partir do século 11, seja por seu nascimento como ciência independente a partir do século 17, o tratamento histórico dado a essa ciência ainda se apresenta como um vasto campo a ser trabalhado. Muito se escreveu sobre a história da alquimia ou da química (em termos mais modernos). Porém, ainda se sente falta de trabalhos que apresentem a história das ciências e, em particular, a da química no Brasil e na América Latina.
Para a humanidade, independentemente de se ter ou não compreensão disso, ‘quando a química entra em cena’ no cotidiano das pes soas, realmente ‘dá química’. E isso se dá graças às novas descobertas que levam à melhoria da qualidade de vida, descobertas creditadas certamente à constante superação da inteligência do ser humano no desenvolvimento da química ao longo dos tempos

Por: Nadja Paraense dos Santos e Teresa Cristina de Carvalho Piva
Publicado em 21/02/2011 | Atualizado em 21/02/2011

À caça de evidências

Desvendar crimes e solucionar problemas judiciais cada vez mais é uma tarefa da ciência. Artigo da CH deste mês revela como peritos forenses examinam vestígios em busca de provas com auxílio de tecnologia avançada e conhecimentos interdisciplinares.
A impressão genética é uma das técnicas empregadas por cientistas forenses para ajudar na identificação de vítimas e criminosos. Apesar de ser amplamente usada como prova, não é isenta de erros.
O corpo de um homem é encontrado dentro de uma banheira com um tiro na cabeça. Em sua mão, uma arma e, sobre seu peito, uma carta com suas últimas palavras, de despedida. Não há sinais de arrombamento na casa nem pegadas no chão do banheiro. Uma cena que à primeira vista parecia um suicídio pode muito bem se revelar um assassinato sob o olhar atento de um perito criminal.
Com a ajuda do luminol, substância que reage com o ferro do sangue produzindo luz, o perito descobre que, na verdade, a cena foi limpa e que a vítima não foi morta quando estava deitada na banheira. Ao procurar por vestígios de pólvora na mão do morto, não encontra nada, o que prova que não foi ele quem disparou a arma.
Com o auxílio de diferentes áreas do conhecimento, a ciência forense é capaz de dar voz às evidências e solucionar os mais complicados crimes
A carta de suicídio é enviada para o laboratório onde especialistas em análise de documentos descobrem que a tinta usada não é compatível com nenhuma caneta da vítima. Debaixo das unhas do morto, é encontrado um pouco de pele, um indício de que a vítima tentou se defender. Pronto, um exame de DNA desse material pode desvendar a identidade do assassino.
Essa situação de ficção, digna de séries policiais de televisão, não está longe da realidade. Com o auxílio de diferentes áreas do conhecimento, como química, física, biologia, computação e psiquiatria, a ciência forense é capaz de dar voz às evidências e solucionar os mais complicados crimes e processos judiciais. Quando as células falam

Quando as células falam

A genética é a área da ciência forense que mais tem avançado. Basta uma pequena amostra de sangue, saliva, pele ou sêmen para identificar uma vítima ou um suspeito. “Os exames de DNA estão tão sofisticados que hoje podemos fazer testes com amostras cada vez menores e também mais antigas”, conta o biólogo e perito judicial Eduardo Paradela, consultor científico do Laboratório Vingene, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio).
Um exemplo disso foi a recente reviravolta que envolveu um crime ocorrido em Londres em 1910, quando o médico norte-americano Hawley Crippen foi condenado à forca por ter matado sua mulher. Na época, a esposa do médico desapareceu e a polícia julgou que ele a assassinara. A prova era um pedaço de pele, supostamente da jovem, encontrado no porão da casa do casal.
Agora, passados 100 anos, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, fizeram um teste de DNA comparando a pele com o material genético de parentes vivos da vítima e descobriram que o tecido era, na verdade, de um homem.
Os pesquisadores norte-americanos analisaram o DNA mitoncondrial, que resiste mais tempo do que o do núcleo da célula. Esse tipo de material genético é passado de mãe para filhos e pode ser usado para determinar o parentesco entre duas pessoas.
Existem diversos outros tipos de exames de DNA, mas o mais comum nas investigações forenses é o que analisa o material do núcleo da célula. Ao contrário do que muita gente pensa, o exame não é feito com todos os genes de uma pessoa.
Como os seres humanos compartilham muitas sequências genéticas iguais, os testes examinam apenas determinadas regiões dos cromossomos, chamadas de microssatélites, em que há repetição das bases nitrogenadas que compõem o DNA. O padrão dessas sequências é único em cada indivíduo.
A genética está tão avançada que já é possível identificar características físicas de uma pessoa pelo seu material genético. Essa técnica inovadora foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Erasmus de Roterdã (Holanda) e utiliza marcadores genéticos específicos para revelar a cor natural dos olhos e do cabelo de uma pessoa.
A genética está tão avançada que já é possível identificar características físicas de uma pessoa pelo seu material genético
“Esses estudos são bastante relevantes para futuras aplicações forenses, pois podem dar pistas na busca das autoridades por um criminoso de identidade desconhecida”, explica um dos responsáveis pela nova técnica, o geneticista Manfred Kayser.
No Brasil, o teste de DNA é muito popular em processos judiciais de reconhecimento de paternidade. Nas investigações criminais, esse recurso é mais utilizado para a identificação de vítimas do que para caçar criminosos. Isso porque o nosso Código Penal garante que ninguém seja obrigado a produzir provas contra si mesmo. Assim, os suspeitos só fornecem material genético para comparação se quiserem.
Em países da América do Norte e da Europa, as polícias mantêm bancos de dados com o código genético de toda pessoa acusada de algum delito.
Apesar de ser amplamente usado como prova, o teste de DNA é passível de erros. “O DNA costuma ser apresentado como algo isento de erros e inclusive muitos juízes pensam que isso é verdade”, afirma o biólogo e perito judicial do Rio de Janeiro André Smarra, professor da Universidade Estácio de Sá.
“Mas existem muitos casos de contestações judiciais e invalidação de exames.” Os principais fatores que podem influenciar no resultado do teste são a contaminação das amostras e erros de estatística.
 
Sofia Moutinho
Ciência Hoje/ RJ
Publicado em 16/05/2011 | Atualizado em 17/05/2011

Da cozinha para o tanque de combustível

Produção de biodiesel a partir do óleo de fritura pode ser boa alternativa para reduzir o impacto ambiental causado pelos combustíveis fósseis.
Por: Katy Mary de Farias
Publicado em 25/01/2011 | Atualizado em 26/01/2011
Miniusina onde ocorre a transesterificação, processo muito usado hoje na produção de biodiesel. Cada litro de óleo que entra no equipamento rende cerca de 850 ml de biodiesel, aproveitamento considerado ótimo por especialistas. 
Em Porto Alegre, parte do óleo vegetal usado em frituras está ganhando um destino bem mais nobre. Em vez de ir para encanamentos, tubulações de esgoto, rios e solo, o produto se transforma em biodiesel (combustível alternativo e não poluente produzido a partir de recursos naturais). A ideia foi da empresa Socialtec/Pró Meio Ambiente, instalada na incubadora Raiar, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), que apoia projetos de pesquisa e desenvolvimento da instituição.
“Nosso objetivo não é só mitigar o impacto ambiental que o óleo de fritura causa quando lançado na água ou no solo”, diz o químico Ronaldo Silvestre da Costa, coordenador do projeto. “Pretendemos também inserir a comunidade em projetos sociais”, completa. Por isso, segundo ele, é essencial a parceria com escolas, restaurantes, universidades, prefeituras, coletores de lixo reciclável, cooperativas etc.
Um litro de óleo pode render até 850 ml de biodiesel
O óleo coletado pela instituição vai para o Centro Social Marista de Porto Alegre, onde é limpo por meio de decantação e filtrado para a retirada de resíduos. Costa relata que a maior parte do que é adquirido chega em bom estado. Após a limpeza, o produto é colocado em um reator e submetido ao processo químico de transesterificação (ou alcoólise). O nome é complicado, mas a operação nem tanto.
A transesterificação, processo mais usado hoje na produção de biodiesel, é feita via ‘batelada’ (ação não contínua e repetitiva em que todos os reagentes são reunidos de uma só vez), à temperatura de 60 graus. Óleo e álcool (metanol) são misturados, e a mistura é catalisada por soda cáustica e purificada por magnesol. Um litro de óleo pode render até 850 ml de biodiesel. Esse rendimento é considerado muito bom pelos especialistas.
Após a reação, o biodiesel é separado da glicerina que se forma no processo. Considerada um coproduto, ela é aproveitada em outros projetos da Socialtec. A glicerina tem ampla gama de aplicações (na produção de detergentes, cosméticos e medicamentos, por exemplo), mas pode causar danos sérios e irreversíveis se for lançada na natureza de modo irresponsável.
A Socialtec produz hoje cerca de 2 mil litros de biodiesel por mês. Uma parte abastece a frota da empresa que fabrica o equipamento responsável pela transesterificação, e a outra vai para o tanque dos veículos em teste no Laboratório de Motores e Componentes Automotivos do curso de Engenharia Mecânica da PUCRS. Um dos estudos feitos nesse laboratório avalia o desempenho da mistura diesel-biodiesel.
A combinação entre ambos é marcada pela letra B, de blend (que significa ‘mistura’, em inglês). À letra, acrescenta-se o número correspondente ao percentual de biodiesel misturado ao diesel. No Brasil os postos já oferecem a mistura B5 (5% de biodiesel e 95% de diesel), embora essa meta tenha sido projetada para 2013.

Natureza e sociedade agradecem

Fonte renovável e não poluente: essa é apenas uma das vantagens do biodiesel, obtido de óleos vegetais (como os de soja, girassol, milho, canola, amendoim e mamona) ou gordura animal. Sua produção pode também ser fonte de renda para comunidades carentes. Em Santa Catarina, um grupo de pescadores tem abastecido suas embarcações com biodiesel B50, reduzindo custos de produção e mantendo o local, uma área ambiental protegida, ainda mais preservado.
O biodiesel é menos prejudicial ao meio ambiente por não conter enxofre em sua composição, ser biodegradável e emitir gases do efeito estufa em volumes muito inferiores aos lançados pelo diesel ou qualquer outro combustível derivado de petróleo. “No caso do enxofre, a redução chega a 100%”, lembra Costa.
No caso da mistura usada no Brasil, não há qualquer necessidade de adaptação nos motores dos veículos
Quanto aos supostos problemas que o biodiesel causa no motor de um carro – exigindo possíveis adaptações –, o engenheiro Carlos Alexandre Santos, coordenador do curso de Engenharia Mecânica da PUCRS, diz que tudo depende da mistura entre os combustíveis. Segundo ele, usualmente as misturas são feitas em proporções volumétricas que variam de 5% a 20% de biodiesel. “No caso da mistura B5, usada no Brasil, não há qualquer necessidade de adaptação nos motores”, garante.
O uso de biodiesel, esclarece Santos, pode reduzir a potência do veículo em 5% e aumentar o consumo de combustível em aproximadamente 2%. “São percentuais muito toleráveis se considerarmos os benefícios que o biodisel oferece ao meio ambiente.” Santos acredita que em até sete anos os postos de abastecimento brasileiros já terão bombas com 100% de biodisel (B100).

Katy Mary de Farias
Especial para a CH On-line / PR
Publicado em 25/01/2011 | Atualizado em 26/01/2011

Corpo poluído

Todos os dias, nosso organismo é exposto a milhares de substâncias químicas que colocam em risco a nossa saúde. Conheça alguns desses compostos nocivos, que podem estar presentes na natureza ou ser produzidos por indústrias sem que seus efeitos sejam totalmente investigados.
O bisfenol A, os DDTs, os PCBs e a acrilamida são algumas das substâncias tóxicas normalmente encontradas no corpo humano. 
Talvez você não saiba, mas na sua corrente sanguínea provavelmente correm substâncias químicas tóxicas como o DDT e o bisfenol A. Basta comer, beber e respirar para que nosso organismo fique exposto a uma enorme variedade de produtos químicos naturais e artificiais. Mas quais são os riscos que corremos?
Nos Estados Unidos, o Centro para Controle de Doenças e Prevenção produz relatórios constantes de biomonitoramento da população para verificar as principais substâncias químicas a que as pessoas estão expostas.
O último estudo revelou que os estadunidenses têm altas concentrações sanguíneas de PFOA e Bisfenol A. O PFOA é uma substância artificial usada em antiaderentes, como o Teflon, que pode causar infertilidade feminina e distúrbios na formação da glândula mamária. O Bisfenol A é um composto presente em alguns plásticos – proibidos em países como o Canadá – que pode produzir efeitos adversos nos sistemas nervoso e reprodutivo, principalmente em crianças.
No Brasil, durante muito tempo, os DDTs foram amplamente usados em pesticidas agrícolas
Essas duas substâncias fazem parte da lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) de compostos químicos de maior preocupação mundial atualmente. Também estão na lista substâncias que já são proibidas desde a década de 1970, mas que ainda estão presentes no meio ambiente e, por extensão, no corpo humano, como os bifenil policlorados (PCBs) e os dicloro-difenil-tricloroetanos (DDTs).
Os PCBs eram usados em tintas e equipamentos élétricos e hoje são encontrados em altas concentrações no oceano e em peixes. Já o DDT foi amplamente usado em pesticidas agrícolas e ainda contamina solos e águas.
No Brasil, não existe um estudo de biomonitoramento da população com a mesma magnitude da avaliação feita nos Estados Unidos. Mas sabe-se que, durante muito tempo, os DDTs foram amplamente usados em território nacional.
“Esses compostos eram considerados inócuos, mas hoje sabemos que eles atuam sobre o sistema nervoso central, causando alterações de comportamento e distúrbios sensoriais”, diz o engenheiro agrônomo e Segundo o químico Wilson Figueiredo, da Universidade Estadual de Campinas, o problema é que, atualmente, a produção de substâncias químicas artificiais e de efeitos desconhecidos é maior do que a capacidade de análise dos órgãos de regulamentação, que estabelecem limites seguros de exposição.
“Essa é uma realidade mundial: a indústria cria novas substâncias em uma velocidade impressionante e muitas delas não são testadas ou são testadas de forma incompleta e, mais tarde, descobre-se que não deveriam ter sido liberadas para uso”, aponta Figueiredo.
Somente nos Estados Unidos, 12 mil novos componentes são registrados todos os dias no Chemical Abstracts Service, espécie de biblioteca de produtos químicos.

Naturalmente prejudicial

Mas nem todas as subtâncias químicas que prejudicam a saúde humana e preocupam as autoridades científicas são introduzidas no ambiente diretamente pelo homem. Um exemplo é a acrilamida, que também está na lista de substâncias de risco da OMS.
Pesquisas suíças feitas em 2002 revelaram que essa substância – que pode causar câncer e, em certas doses, é tóxica para o sistema nervoso – é produzida naturalmente durante o aquecimento de carboidratos, encontrados em alimentos como a batata. Segundo o estudo, as batatas-fritas industrializadas são as que mais concentram acrilamida.
“Há algumas substâncias nocivas às quais o homem está exposto desde que se entende por homem”
“Há algumas substâncias nocivas às quais o homem está exposto desde que se entende por homem”, diz a toxicologista Eloisa Caudas, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília. “A diferença é que agora sabemos mais sobre elas”, acrescenta.
Outro exemplo são as aflatoxinas, substâncias tóxicas produzidas por fungos muito comuns em lavouras de grãos e que, em altas concentrações, podem provocar câncer de fígado.
Uma pesquisa realizada por Caudas em 2002 analisou cerca de 60 quilos de amendoins e derivados no Distrito Federal e revelou que 34,7% desses alimentos continham níveis de aflatoxinas acima dos permitidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Para minimizar os riscos à saúde associados ao consumo de substâncias tóxicas presentes em alimentos, a toxicologista aconselha que as pessoas fiquem atentas à procedência de frutas, legumes e vegetais antes de comprá-los. Mas ela afirma que, apesar de tudo, é melhor comer esses alimentos do que evitá-los.
“O risco à saúde sempre depende da dose a que a pessoa é exposta”, explica. “Você não vai ficar doente se comer um tomate com agrotóxico.”
A pesquisadora ressalta que o homem não tem como evitar totalmente a exposição a substâncias nocivas, sejam elas artificiais ou não. “O que podemos fazer é manter pesquisas sobre essas substâncias e conscientizar os produtores e indústrias para que a exposição humana a esses compostos seja reduzida.”

Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line
Publicado em 03/03/2011 | Atualizado em 03/03/2011