Tal número não reflete o número real de substâncias químicas existentes; boa parte delas seria elaborada imaginativamente por advogados de patentes. Ou seja, são “substâncias imaginárias”, “criadas” de maneira a cobrir com a maior amplitude possível descobertas realizadas com compostos químicos. Além do mais, tudo indica que pesquisadores estão cada vez mais iniciando o processo de requerimento de patentes mais cedo em suas carreiras, visando uma rápida aplicação de suas pesquisas. Tal “pressão” deriva da orientação por parte de órgãos de fomento, que estimulam pesquisadores e universidades a buscar a comercialização de processos e produtos oriundos do desenvolvimento de projetos de pesquisa.
A “diversidade química” da base de dados do CAS não é tão grande assim. Recentemente foi publicado um artigo no Journal of Organic Chemistry que discute justamente este ponto: a baixa diversidade química da base de dados do CAS. A catalogação de substâncias por parte do CAS é bastante consistente e exigente, buscando informações não somente em fontes publicadas, mas também na internet, desde que atendam aos vários critérios exigidos para a catalogação.
Ainda não se sabe que substância será a 50.000.000a, se terá alguma característica única, ou se será apenas “mais uma”. Se for um metabólito secundário (produto natural), de qualquer origem (vegetal, animal ou microbiana), deverá ser uma surpresa. Afinal, considera-se que apenas cerca de 300.000 metabólitos secundários foram isolados de organismos vivos (0,6% do total das substâncias do catálogo da CAS). Mesmo assim, a diversidade química dos metabólitos secundários é muito, mas muito maior do que a diversidade das substâncias químicas oriundas de processos puramente sintéticos. Qual químico orgânico teria imaginado uma substância como a palitoxina para ser sintetizada? Haja imaginação.
fonte da notícia: sciencebase
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