É do imaginário popular que os "produtos naturais" são seguros e melhores do que os medicamentos da medicina convencional podendo ser utilizados à-vontade, sem supervisão médica e sem efeitos secundários. O surgimento do conceito de “natural” em muito contribuiu para o aumento do uso das plantas medicinais nas últimas décadas. Para muitas pessoas esse conceito significa a “ausência de produtos químicos”, que são aqueles que podem causar algum dano ou, de outra forma, representa perigo.
Nada mais enganoso, esta ideia é provavelmente resultado das campanhas publicitárias e de escrúpulos duvidosos por parte de quem os comercializa. Qualquer médico gastroenterologista/hepatologista descreve como crescente a hepatotoxicidade dos "produtos naturais" usados de forma não controlada e sendo mesmo na atualidade uma das maiores causas de alterações hepáticas sem uma patologia de base que o justifique.
A alegada ausência de substâncias ativas nestes produtos não é real, aliás, é do conhecimento geral que grande parte dos medicamentos básicos foram descobertos pela ação dos componentes e dos efeitos de substâncias encontradas na natureza e só depois sintetizadas. Muitos desses produtos continuam a ser usados como "inofensivos". Outros efeitos habitualmente não valorizados pelos doentes em tratamento de outras patologias sistêmicas, são as interações com os medicamentos clássicos, algumas já conhecidas e documentadas, outras por investigar até porque não são habitualmente referidos devido à ideia errada de que "não fazem mal"...
A produção dos ditos produtos não é controlada ou tem controlo duvidoso, e os seus constituintes não são exaustivamente estudados. Por outro lado, a concentração dos princípios ativos não é standartizada como nos medicamentos e assim não é possível saber qual é a dosagem que existe numa cápsula ou numa infusão, podendo apresentar resultados diferentes do esperado acrescido de um habitual tempo de utilização ao critério do consumidor que se pode estender por anos....
Este desconhecimento por parte da população sobre efeitos secundários e toxicidade de infusões, comprimidos, óleos, cremes habitualmente utilizadas, pode levar a consequências sérias.
Algumas das referências da literatura estão relacionadas com o consumo de substâncias tão variadas como HIPERICÃO (Hypericum perforatum) , ALHO (Allium sativum) , ERVA DE S. JOÃO ( Hypericum perforatum - St. John's Wort), GINKGO (Ginkgo biloba), KAVA KAVA (Piper methysticum), CROMIUM (cromium trivalente), IPECA (Cephaelis ipecacuanha (Brot.) A.
http://cristina-vieira.blogspot.com/2009/01/o-que-natural-bom.html
Nada mais enganoso, esta ideia é provavelmente resultado das campanhas publicitárias e de escrúpulos duvidosos por parte de quem os comercializa. Qualquer médico gastroenterologista/hepatologista descreve como crescente a hepatotoxicidade dos "produtos naturais" usados de forma não controlada e sendo mesmo na atualidade uma das maiores causas de alterações hepáticas sem uma patologia de base que o justifique.
A alegada ausência de substâncias ativas nestes produtos não é real, aliás, é do conhecimento geral que grande parte dos medicamentos básicos foram descobertos pela ação dos componentes e dos efeitos de substâncias encontradas na natureza e só depois sintetizadas. Muitos desses produtos continuam a ser usados como "inofensivos". Outros efeitos habitualmente não valorizados pelos doentes em tratamento de outras patologias sistêmicas, são as interações com os medicamentos clássicos, algumas já conhecidas e documentadas, outras por investigar até porque não são habitualmente referidos devido à ideia errada de que "não fazem mal"...
A produção dos ditos produtos não é controlada ou tem controlo duvidoso, e os seus constituintes não são exaustivamente estudados. Por outro lado, a concentração dos princípios ativos não é standartizada como nos medicamentos e assim não é possível saber qual é a dosagem que existe numa cápsula ou numa infusão, podendo apresentar resultados diferentes do esperado acrescido de um habitual tempo de utilização ao critério do consumidor que se pode estender por anos....
Este desconhecimento por parte da população sobre efeitos secundários e toxicidade de infusões, comprimidos, óleos, cremes habitualmente utilizadas, pode levar a consequências sérias.
Algumas das referências da literatura estão relacionadas com o consumo de substâncias tão variadas como HIPERICÃO (Hypericum perforatum) , ALHO (Allium sativum) , ERVA DE S. JOÃO ( Hypericum perforatum - St. John's Wort), GINKGO (Ginkgo biloba), KAVA KAVA (Piper methysticum), CROMIUM (cromium trivalente), IPECA (Cephaelis ipecacuanha (Brot.) A.
http://cristina-vieira.blogspot.com/2009/01/o-que-natural-bom.html
Parabéns Cláudio pelo Blog. Aco que ajudará muito com as suas informações.
ResponderExcluirUm grande abraço meu amigo!